segunda-feira, 11 de julho de 2011

Juventude do PDT terá representante na Comissão que vai debater o transporte coletivo em SJP

Comunidade debateu melhorias para o Transporte Coletivo de São José dos Pinhais


No dia 30/06 às 19h00min na Câmara Municipal, aconteceu o I Seminário Municipal do Transporte Coletivo de São José dos Pinhais, que visou à participação popular no processo licitatório do transporte Coletivo Municipal, discutindo as necessidades e anseios dos usuários do transporte coletivo de SJP.
O seminário foi realizado pela FEMAM (Federação das Associações de Moradores de São José dos Pinhais), diversos Sindicatos e representantes da Sociedade Civil Organizada.

A mesa foi presidida pela Srª Valdívia dos Santos de lima, Presidente da FEMAM-SJP e Conselheira Nacional das Associações de Moradores, teve a participação de autoridades de diversos segmentos da sociedade e dos sindicatos presentes, do Promotor público Divonzir Borges, e de vários líderes comunitários para discutir a participação popular neste processo.

Com a palavra, o Promotor Divonzir Borges, disse que o povo tem o dever de participar desse processo licitatório, salientando a sua unidade, fazendo alusão movimentos populares históricos que tiveram grandes conquistas.

Representando o gestor municipal, o Sr. Miguel Gawloski, Secretário de Governo de São José dos Pinhais, parabenizou a iniciativa popular deste Seminário e disse que a prefeitura tem conhecimento dos problemas apontados e que as propostas seriam abordadas com mais relevância na Audiência Pública Municipal sobre este processo licitatório que ocorrerá no dia 29/07.

As propostas discutidas e deliberadas pelo seminário foram a criação de uma comissão para fiscalizar e participar no processo licitatório; Abertura das planilhas de custos do transporte municipal, Integração total de transportes de São José com São José, sem a obrigatoriedade do uso do cartão VEM, Integração com o sistema de transporte da Capital, criação de mais linhas “bairro a Bairro” e Criação de uma Companhia de Transportes Municipal, para que o município tenha autonomia no transporte coletivo municipal.

Dois pontos foram bem discutidos pelo seminário. A efetivação de um Conselho Municipal de Transportes, criado pela lei 62/1990 e que não está ativo e a questão da Baldeação ocorrida no bairro São Marcos pelas comunidades rurais e adjacentes que são atendidas pela Auto Viação Sanjotur.

Sob o lema “Linha Direta Já” a população dessas localidades ovacionou a proposta que visa a volta das linhas diretas com o centro sem baldeação, pois a estrutura existente no local não oferece segurança e comodidade aos usuários dessa região, que se sentem prejudicados como a mudança de Transporte em suas localidades.
 
Cristiano Bassa, jornalista e administrador de empresas, pós-graduando em Ciência Política, tesoureiro da Juventude do PDT no Paraná e Presidente da Juventude do PDT de São José dos Pinhais participou do evento e foi eleito para ser um dos representantes na comissão que vai fiscalizar o transporte coletivo em São José dos Pinhais.

Vale ressaltar, portanto, que a juventude do PDT terá um representante na luta por um transporte coletivo melhor, Bassa se coloca a disposição dos estudantes para cobrar soluções que visem melhorar a vida da juventude sãojoséense.

Matéria escrita com a colaboração das informações de Rodrigo Saturnino

quarta-feira, 6 de abril de 2011

História do PDT no Brasil

O PDT – Partido Democrático Trabalhista surgiu em 17 de junho de 1979, em Lisboa, fruto do encontro dos trabalhistas no Brasil com os trabalhistas no exílio, liderados por Leonel Brizola. Seu objetivo era reavivar o PTB, Partido Trabalhista Brasileiro, criado por Getúlio Vargas, presidido por João Goulart e proscrito pelo Golpe de 1964. Desse encontro, ao qual esteve presente o líder português Mário Soares, representando a Internacional Socialista, saiu a Carta de Lisboa, que definiu as bases do novo partido.
"O novo Trabalhismo" - dizia o documento - "contempla a propriedade privada, condicionando seu uso às exigências do bem-estar social. Defende a intervenção do Estado na economia, mas como poder normativo, uma proposta sindical baseada na liberdade e na autonomia sindicais e uma sociedade socialista e democrática.”
Uma manobra jurídica, patrocinada pela ditadura, no entanto, conferiu a sigla a um grupo de aventureiros e adesistas, que se aliou às elites dominantes, voltando-se contra os interesses dos trabalhadores. Leonel Brizola, depois de 15 anos de desterro, Doutel de Andrade, Darcy Ribeiro e outros trabalhistas históricos já tinham retornado ao Brasil, quando a Justiça Eleitoral entregou, em 12 de maio de 1980, o PTB àquele grupo.
"Consumou-se o esbulho", denunciou Brizola, chorando e rasgando diante da televisão um papel sobre o qual escrevera aquelas três letras, que durante tanto tempo simbolizara as lutas sociais no Brasil.
"Uma sórdida manobra governamental " - disse ele - "conseguiu usurpar a nossa sigla para entregá-la a um pequeno grupo de subservientes ao poder... O objetivo dessa trama é impedir a formação de um partido popular e converter o PTB em instrumento de engodo para as classes trabalhadoras."
Uma semana depois, nos dias 17 e 18 de maio, os trabalhistas autênticos reuniam-se no Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, para o Encontro Nacional dos Trabalhistas, que contou com a participação de mais de mil pessoas. Lá, foi anunciada a adoção de uma nova sigla para o partido - PDT.
No dia 25 de maio, outra reunião, desta vez na ABI – Associação Brasileira de Imprensa –, na Cinelândia, aprovou o programa, o manifesto e os estatutos do Partido Democrático Trabalhista.
O PDT passou então a dar cumprimento ao enunciado da Carta de Lisboa, organizando-se, inicialmente, em nove Estados, sobretudo a partir do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. O autoritarismo, ainda vigente, baixou normas draconianas para favorecer o partido do poder – o PDS, antiga Arena, hoje PPB – e restringir brutalmente os partidos de oposição.
Não obstante, na primeira eleição democrática de 1982, o PDT elegeu Brizola governador do Rio de Janeiro, dois senadores – um no Rio e outro em Brasília –, 24 deputados federais, credenciando-se como uma das principais forças políticas do país.
Em 1983, antes da posse de Brizola, os pedetistas fazem nova reunião nacional, em que tiram a Carta de Mendes, cidade do interior do Estado do Rio de Janeiro que abrigou o encontro. Nesse documento, eles traçam as diretrizes da ação política para a realidade do novo Brasil saído das urnas.
O surto neoliberal que se abateria sobre o mundo, a partir dali, entretanto, retardaria a ascensão do Partido ao poder nacional, com o povo assistindo impotente ao desmonte desse sistema cruel e desumano, credenciando-se junto ao povo.
Fonte: Site nacional do PDT

Movimento Jovem - Acesso e Oportunidade a TODOS

Por: Luizinho Martins
Presidente Nacional da JS-PDT

O destino me deu a honra de presidir nacionalmente, nesse momento histórico em que o partido completa 30 anos, a Juventude dos Trabalhistas, dos Socialistas e dos Brizolistas: a JSPDT. 

Afirmo, que não existe, no Brasil, partido mais comprometido com o futuro das crianças e dos jovens do que o PDT.  E o compromisso de garantir um futuro digno àqueles que representam o futuro do País está registrado na Carta de Lisboa, de 1979, primeiro documento de reorganização do trabalhismo após o golpe militar: “salvar milhões de crianças abandonadas e famintas, que estão sendo condenadas à delinquência; bem como o meio milhão de jovens que, anualmente, alcançam os dezoito anos de idade analfabetos e descrentes de sua Pátria.” 

Mais tarde, já criado, o PDT reafirmou no seu Estatuto que a educação é a “causa de salvação nacional, prioridade das prioridades – alimentar, acolher e assistir a todas as crianças do País, desde o ventre materno; educá-las e escolarizá-las em tempo integral, sem qualquer tipo de discriminação”.

Mas não foi só em seus documentos que o PDT demonstrou esse compromisso, mas sobretudo na prática, quando Leonel Brizola deu corpo e vida aos Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs). Ou, ainda, em seus pronunciamentos. Basta rever os discursos do nosso saudoso líder, ao conclamar a juventude brasileira a “tomar o destino do País em suas próprias mãos”, ou, ainda, quando dizia: “direitos iguais para todos, privilégios, só para as crianças.” 

E agora, diante da celebração dos 30 anos, questiono: Existe alguma declaração de amor aos nossos jovens e às nossas crianças mais contundente do que a concepção e implantação dos CIEPs? 

Existe alguma afirmação de compromisso mais relevante e significativo com o futuro das novas gerações do que destinar mais de 50% do orçamento de um governo para educação, como fez Brizola? 

Ou ainda, em qual partido se fala tanto em educação e há tanto tempo, como no nosso? É só ler Darcy. É só ouvir Cristovam. É por isso que o PDT é o partido da juventude brasileira. 
Para nós, o que o jovem precisa é de oportunidade. Foi isso que significou para milhares de jovens a experiência da educação integral, que agora todos falam e recomendam, e que nosso partido, desde a sua criação, sempre defendeu e realizou
Essa identificação do PDT com a juventude foi o que transformou minha indignação e inconformismo juvenil em atitude. O sentimento que me fez empunhar, pela primeira vez, a bandeira do PDT, em 1998, quando me filiei e iniciei minha caminhada, em Carazinho, minha querida cidade natal e onde nasceu Leonel Brizola. 
Durante esses anos, aprendi que muitos jovens, assim como eu, podem ajudar a construir um futuro melhor para todos. 
E para que isso aconteça, basta que nos abram uma porta. Que confiem em nossa vontade e disposição. 
O PDT confia. O PDT valoriza sua juventude. 

Como afirma nosso presidente nacional, Carlos Lupi: “enquanto houver uma criança na rua desamparada e sem perspectiva de futuro, o PDT continuará existindo.” 
É com esse sentimento de entusiasmo e fé no Brasil que convido todos os jovens, assim como um dia também fui convidado, a caminhar conosco.

Vamos construir juntos os próximos trinta anos do PDT e do Brasil!  

“Salvar milhões de crianças abandonadas e famintas, que estão sendo condenadas à delinquência; bem como o meio milhão de jovens que, anualmente, alcançam os dezoito anos de idade analfabetos e descrentes de sua Pátria.” -Trecho da Carta de Lisboa.